Febre Amarela e o Certificado Internacional de Vacinação (CIVP)

PLANEJAMENTO DA VIAGEM

Febre Amarela e o Certificado Internacional de Vacinação (CIVP)

Rubiana Ozturk
Escrito por Rubiana Ozturk

Para viajantes independentes, que querem ir além dos pontos turísticos em suas viagens!

Faça Parte da Nossa Comunidade e Receba Conteúdos Exclusivos em Primeira Mão!

Mesmo sem estar com a viagem marcada, vacine-se contra febre amarela, emita o seu certificado internacional de vacinação e fique tranquil@.

Nunca deixe para depois, pois caso esqueça ou perca o prazo, sua viagem pode nem começar!

Usado principalmente para comprovação da febre amerela, o Certificado Internacional de Vacinação ou Profilaxia – CIVP é um documento que comprova a vacinação contra doenças, conforme definido no regulamento sanitário Internacional.

A qualquer momento novos países podem passar a exigir a vacina de febre amarela, como aconteceu com a Colômbia, Cuba e Panamá, fazendo com que muitas pessoas perdessem seus voos pois não sabiam da recente exigência.

Lembre-se de que o certificado precisa ser emitido pelo menos 10 dias antes da data do seu embarque.

Esses são os dias considerados mínimos para que a vacina comece a fazer efeito e após esse prazo a vacina lhe dá imunidade por tempo indeterminado, então, bora resolver isso!

Países que exigem o Certificado de Vacinação de Febre Amarela

Para Europa, hoje, somente Albania e Malta exigem o certificado.

Para todos os outros países europeus, assim como Estados Unidos e Canadá não há necessidade já que esses países não possuem risco de transmissão.

Eles são livres do risco de proliferação da febre amarela por serem locais com inverno rigoroso e onde não há floresta.

A lista esta sempre mudando, mais e mais países estão exigindo o certificado, por isso, o local mais seguro para consulta é o site da Anvisa.

Atualmente são mais de 120 países, sendo em grande maioria do continente Africano e América do Sul, com alguns países da Ásia e Oceania.

Alguns destinos bastante procurados em viagens com propósito como a Tailândia, Índia, Austrália, Camboja, China, Indonésia, Peru, Vietnã, entre muitos outros, estão na lista dos países que exigem o certificado internacional de febre amarela.

Qual o risco de viajar sem o certificado

Há sempre o risco de ser exigida comprovação duas vezes: a primeira pela companhia aérea já no momento do check-in, e caso você não a tenha, você não embarca.

A segunda, pela agente da imigração, que não se importará em enviá-lo de volta, se você não cumprir as exigências locais.

Além disso, mesmo para voos de conexão em países que exigem a vacinação, o certificado internacional de vacinação pode ser solicitado.

Por isso, vá há um posto de saúde e tome sua dose integral e faça seu certificado internacional.

Assim, essa será uma preocupação que você nunca mais precisará ter, já que a validade da vacina passou a ser vitalicia.

Como emitir o Certificado de Vacinação

Primeiro passo é você ir até um posto de saúde do SUS e vacinar-se gratuitamente com a DOSE INTEGRAL, também chamada de DOSE PADRÃO.

Lembre-se que para fins da emissão do certificado não é aceito a dose fracionada pois ela precisa ser renovada após 9 anos, sendo que o certificado não tem validade.

Geralmente será solicitado um comprovante da viagem internacional para que lhe apliquem a dose integral. pode ser uma reserva da hospedagem por exemplo, ou do voo se você já tiver comprado.

Com a carteirinha carimbada em mãos é preciso um pré-cadastro no site da Anvisa.

Veja aqui onde se localizam os centros de orientação ao viajante, mantidos pela ANVISA normalmente localizam-se dentro de aeroportos, 97 unidades públicas de saúde e 118 unidades privadas.

Isenção da vacina de Febre Amarela

Há diversas situações em que não há obrigatoriedade de vacinação ou até contraindicação, mas para fins de viagens, é preciso emitir um certificado internacional de isenção.

  • Gestantes
  • Bebês com idade inferior a 6 meses
  • Pessoas acima de 60 anos
  • Pessoas em tratamento com corticoides, quimioterapia ou radioterapia
  • Portadores do vírus HIV
  • Pessoas alérgicas a componentes da vacina

O processo para quem se enquadra na lista acima e irá viajar é super simples:

Não há modelo padrão para declarar isenção, mas a Anvisa tem em seu site uma sugestão que você pode usar de modelo de declaração de isenção.

Basta imprimir e levar ao médico para que ele assine e carimbe. Pronto! Só levar junto ao passaporte.

DICAS EXTRAS:

#Como não há outra utilidade para o certificado Internacional de Vacinação, além das viagens, o ideal é grampear na última página para não correr o risco de extraviar ou esquecer.

#O certificado internacional pode ser emitido com o número do passaporte, mas não faça isso. O passaporte tem validade menor do que a vacina e quando expirar, será preciso emitir um novo CIVP com o número do novo passaporte.

Adoraríamos saber sua opinião!

O que você achou deste artigo? Conte nos comentários.

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *